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Textos e Poesias:

- Perfil
- Trilogia sobre a arte de dar
- Queria ter dado, mas tenho namorado
- Queria ter dado, mas ele era casado
- Mulher Alface / Mulher Rúcula / Mulher Quiabo
- Sobre 2004...
- Bon Jovi
- Bono Vox
- Sílvio Santos - Antológica
- A mãe do Spielberg
- Plantão na porta do Jassa
- Homem Satélite / Homem Mosca / Homem PF
- Anorexia
- Cor de carne ou cor de carmim?
- Tudo por ela
- Desabafo
- Ainda bem que eu não dei... mesmo!
- Manual de etiqueta para sexo casual
- Obrigada
- Quase...
- Renato Chauí
- Não Provoque, é cor de rosa shock
- Tocar o sonho...
- É tão bom... Paquitas forever
- Manifesto
- O importante é que emoções eu vivi
- Sobre 2005
- Eu sigo ímpar
- I Still Haven't Found What I'm Looking For
- Ah, Noronha!
- Rádio FX
- Querido Brad
- QUE MERDA QUE EU DEI...
- FACA
- MULHER ALFACE - CLIPE TOSCO



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Eu sempre fui uma menina preguiçosa e enrolada. Sempre tive dificuldades sérias em acordar cedo e estabelecer uma rotina. Tanto que eu pagava academia e só usava a bicicleta ergométrica. Conclusão: comprei uma bicicleta e comecei a pedalar na sala de casa, na hora que eu bem entendesse. Mas eu sempre falava que era provisório, que só estava pedalando enquanto não começava um outro esporte, uma outra atividade.  Sei... O provisório durou anos... A preguiça de começar algo novo, num lugar novo, com pessoas desconhecidas sempre foi maior. E eu ia deixando rolar. E dá-lhe bicicleta. Só dava eu pedalando na ergométrica na sala de casa. Com o som no talo.

Tinha 2 coisas (atividades físicas) que eu sempre falava que ia fazer: ioga e Krav maga. Ioga eu cheguei a praticar por uns tempos, mas parei e comecei a praticar sozinha em casa, o que quase me causou sérios problemas na coluna.

O krav magá, você deve estar se perguntando o que é.  Técnica de defesa do exército de Israel. Auto-defesa. Eu sempre quis fazer algum tipo de auto defesa há pelo menos uns 20 anos... Aikidô, karatê, mas, principalmente krav magá. Só que entre querer fazer e começar, existe um longo caminho... Que não precisava ser tão longo se a gente não perdesse tanto tempo na enrolação, no embaço... Eu sabia que existia Krav magá no Brasil. Descobri na internet que existiam uns 5 lugares credenciados pela federação oficial em SP. Liguei algumas vezes e perguntei se poderia conhecer o lugar e fazer uma aula. Claro que podia. E quem falou que eu ia? Sempre aparecia alguma coisa “mais importante” ou “mais urgente”. E mais uma vez eu não ia.

Até que um dia, meio irritada comigo mesma por nunca ir até o fim, resolvi ir fazer uma aula. É estranho fazer isso quando não somos mais crianças, à essa altura da vida. Quase desconfortável. Ir num lugar novo, com pessoas que você nunca viu na vida. Você não sabe como agir, se puxa conversa, se fica na sua, enfim... Fui. Fiz. Fiquei na minha. Só lembro do professor perguntando por que eu estava ali, como eu fui parar ali. Como é que eu sabia da existência do krav magá. Para aprender a me defender, eu disse (talvez um dia eu explicasse o real motivo : está aí ao lado - no link chamado FACA, é o último de todos...)

Fui na próxima aula, e depois na outra e na outra. Quando percebi, já estava comprando o uniforme branco.

E querendo assistir aulas das turmas mais avançadas ( tem faixa amarela, laranja, verde, azul e preta, como no karatê).

O mais louco seria achar um tempo às 17:15hs duas vezes por semana, no meio da loucura de trabalho. E quer saber? A gente acha. É difícil até hoje. Parar tudo no meio da tarde. A preguiça bate forte. Mas a sensação depois é tão boa, que parece que gira uma chavinha dentro de você e te liga em outra frequência. Melhor, mais nítida, mais forte.

Isso sem falar de uma das coisas mais legais: as pessoas. Aos poucos, fui conhecendo, por trás do uniforme branco e dos rostos que já não eram tão desconhecidos assim, a história das pessoas, os nomes, o que elas fazem. E é sempre surpreendente. Eu jamais conheceria essas pessoas em uma academia de ginástica comum. Fiz ótimas amizades, entre elas a Dri, que é bióloga, o André, que é oculista (oftalmo), e o Alê, que é anestesista. Tem a Gabi também, que tem 7 anos e está em fase de provas na escola. A Sofia e o Mateus também estão em idade escolar. Tem os meninos adolescentes, alguns prestando vestibular, outros na faculdade. Tem o Sergio, gordinho e gente boa, que vem lá do Bom Retiro fazer aula com a gente. Enfim, nada de violência. Nada de policiais truculentos agressivos que alguns pensam frequentar esse tipo de aula.

Fora o professor, que foi do exército de elite de Israel, e é uma figura: bravo, disciplinado e engraçado. Além de ser super fiel aos seus ideais e aos  princípios do krav magá: “Se alguém acha que tem o direito de te agredir, você tem o dever de se defender”. 

Com a ioga foi a mesma coisa. Tinha ouvido falar super bem desse lugar perto da minha casa. Um lugar pequeno, numa casinha de bairro. Eu ligava, perguntava se podia fazer uma aula, eles falavam ok e eu nunca ia. Aí um dia resolvi ir. Achei meio parado, não amei de cara. Mas continuei, “enquanto não encontrava outro lugar”. E continuo até hoje. A diferença é que hoje eu adoro. Saio de lá com a sensação de estar uns 5 centímetros mais alta. Nunca mais tive dor nas costas. É um excelente alongamento. E meu dia começa muito mais zén. Sim, porque é de manhã, às 9 da manhã. E eu, a menina preguiçosa que tem sérios problemas para acordar cedo, acorda feliz e vai para a ioga. Sem rímel. Ainda com muito sono, devo confessar. Mas tudo compensa quando a aula termina. A sensação de endorfina misturada com a de relaxamento é das melhores. 

 Enfim, consegui colocar um pouco de disciplina no caos (e na bagunça da minha vida). Parar de enganar a mim mesma.

Ganhar, às vezes, da preguiça. Já é um bom começo...

A sensação é bem boa.

Começar é sempre o mais difícil. Sair do cômodo, da inércia.

Mas sempre vale a pena.

Porque aí, quando você se dá conta, já está fazendo exame de faixa. O meu é agora, em dezembro. Faixa amarela.

Palavra de preguiçosa.

 

Com a Gabi no Krav Magá

 



 



Escrito por Dani Mel às 22h34
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