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Textos e Poesias:

- Perfil
- Trilogia sobre a arte de dar
- Queria ter dado, mas tenho namorado
- Queria ter dado, mas ele era casado
- Mulher Alface / Mulher Rúcula / Mulher Quiabo
- Sobre 2004...
- Bon Jovi
- Bono Vox
- Sílvio Santos - Antológica
- A mãe do Spielberg
- Plantão na porta do Jassa
- Homem Satélite / Homem Mosca / Homem PF
- Anorexia
- Cor de carne ou cor de carmim?
- Tudo por ela
- Desabafo
- Ainda bem que eu não dei... mesmo!
- Manual de etiqueta para sexo casual
- Obrigada
- Quase...
- Renato Chauí
- Não Provoque, é cor de rosa shock
- Tocar o sonho...
- É tão bom... Paquitas forever
- Manifesto
- O importante é que emoções eu vivi
- Sobre 2005
- Eu sigo ímpar
- I Still Haven't Found What I'm Looking For
- Ah, Noronha!
- Rádio FX
- Querido Brad
- QUE MERDA QUE EU DEI...
- FACA
- MULHER ALFACE - CLIPE TOSCO



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Ok, a dona da banca resolveu aparecer!!!

Realmente estava com muitas saudades.

Não se passou um dia sem que eu pensasse que precisava voltar ...

Não teve um motivo específico. Teve o início de namoro (não queria expor o meu namorado com as minhas histórias malucas) e não queria me expor, porque ele sempre vem aqui ler o que eu escrevo. Enfim...

Teve muito trabalho também.

Mas nada que justifique essa tão longa ausência.

Também tiveram algumas pessoas especiais que de vez em quando me achavam por aí na internet e cobravam a minha volta de um jeito que realmente me emocionava.

Então, aqui estou eu. Não sei nem por onde começar. Queria falar de tantas coisas... Da Tailândia, de Israel, de maquiagem, de trabalho, da falta de trabalho, de amigos, de sonhos...

Chega uma fase da vida em que você se estabiliza numa profissão. No meu caso, algumas pessoas nem consideram profissão. Virei locutora. Profissional da voz.

Sem saber direito o que faria da vida depois de concluir aos trancos e barrancos a faculdade de propaganda e marketing, acabei me matriculando num curso de radialismo e locução no Senac. Tinha 20 e poucos anos.

O curso era intenso e super rigoroso com faltas. Mas quer saber? Aprendi mais em 4 meses de Senac do que em 4 anos de faculdade...Sem pressão e com mais maturidade. Sem matar aula e querer tirar a nota mínima só pra passar de ano. Eu me interessava realmente pelas aulas e conversava com os professores, debatia as matérias. Foi tudo natural. Fora o fato poder conhecer muita gente de um mundo completamente diferente do meu. Conheci pessoas incríveis lá.

Tá, aí, acabou o curso, passei nas provas finais, tirei o DRT (registro de locutora). Mas e aí? O que fazer? Lembro que eu gravava fitas cassete com o  repertório bem básico que eu tinha gravado no estúdio do Senac e levava de rádio em rádio. Ia à luta. Não conhecia ninguém e saía por aí batendo em todas as portas que apareciam. Descobria o endereço, o nome da pessoa responsável e ia na maior cara de pau pedir uma chance, um teste, uma oportunidade. Ninguém dava. Nenhuma porta abria. Diziam que eu tinha que ter experiência. Mas como é que eu ia ter experiência se ninguém me dava uma chance para começar?

Consegui cobrir férias de um locutor na rádio Eldorado. Foi incrível, achei que tudo ia mudar, que finalmente eu ia engrenar na profissão. Engano. Ainda não. O locutor voltou das férias e eu voltei pra estaca zero.

Fiquei meio perdida de novo, sem motivação. Justo quando a gente caminha um pouco e acha que dessa vez vai rolar, a coisa desanda. Enquanto isso, minha mãe, como quem não quer nada, todos os dias vinha com um recorte novo de um emprego que ela tinha achado no jornal. Trainee, estagiária, valia tudo. Contanto que fosse das 9 às 6 todos os dias. Pressão velada.

Aí, do nada, quando eu menos esperava e já estava cansada de tentar, me liga meu amigo Corte (Ricardo Corte Real) dizendo que estavam lançando uma rádio nova em SP, uma rádio de rock, e perguntou se eu não queria ir lá fazer um teste. Lógico que eu queria. O teste era para ficar uma semana no ar. Eu fiquei 4 anos. E tive a honra de ver nascer a rádio mais legal que já existiu em São Paulo: A Kiss FM, uma rádio que só tocaria os clássicos do rock. O resto é história. Fiz grandes amigos, aprendi muito sobre rock, e conheci pessoas que amavam verdadeiramente o que faziam.

Da rádio para a TV foi um pulo. Fui convidada para ir para o canal GNT apresentar um programa, o Armazém 41 . E quem era eu pra recusar? O novo sempre assusta. Mas lá fui eu: Rio de Janeiro toda semana, Globosat, pessoas novas, sem saber quem era quem, e sem estar acostumada com malaquices de pessoas que sempre querem o seu lugar... Mas aí já é outra história...

Depois do GNT veio a Rede TV!, depois a Fox TV, a Kiss de novo, o RÁDIO FX, com o Côrte e o Marcelo Nova, a 89FM, a locução para publicidade e o Clube da Voz. E é isso que eu faço hoje: locução para publicidade.

E estou no Clube da Voz, o site mais prestigiado de locução no Brasil. Para fazer parte do seleto time de locutores do site é bem difícil. Você precisa ter 24 locuções veiculadas nacionalmente nos últimos 2 anos, e ser aprovado por uma diretoria composta pelos melhores profissionais de voz do Brasil. É uma honra pra mim estar entre essas pessoas. Quem diria que aquela menina perdida que foi fazer um curso no Senac como quem não quer nada, meio que pra ver qual era, ia chegar tão longe??

 

O post poderia acabar aí, final feliz.

Mas não. Porque há um tempo alguma coisa me incomodava e eu não sabia o que era. Quer dizer, a gente sempre sabe, mas fica adiando ter que encarar. Eu faço o que gosto, pago as minhas contas. Mas não faço o que amo, o que alimenta a minha alma. Minha alma está triste.

Ela sabe que eu quero mais, que eu preciso de mais. De música, de poesia, de lugares, de pessoas para escrever, interagir, entrevistar. Na locução publicitária você é pago (e na maioria das vezes bem pago), para falar o que te pedem, do jeito que te pedem. E, se você é bom, tem técnica e um bom timbre, você faz isso bem e rápido. Mas faz para os outros. Nunca é para você.

 

Eu sei que é difícil fazer uma coisa que realmente te realize e não ganhar grana. Vejo um  monte de amigos músicos ultra talentosos por aí que tem que trabalhar fazendo outras coisas nada a ver para pagar as contas. Maior desperdício de talento. Criar jingle para os outros.

O fato é que a gente se acomoda. Começa a fazer algo e ganhar grana e automaticamente segue por esse caminho, óbvio.

Mas de vez em quando, se pergunta: era isso mesmo? Era isso que eu queria pra mim?

Tem gente que está ocupada demais pra pensar nisso. Talvez essas pessoas sejam até mais felizes.

No meio desse questionamento todo rolando comigo, que já dura um tempo, recebi uma mensagem pelo Facebook, de uma menina que ficou 2 semanas pensando se me escrevia ou não depois de ler este blog inteiro, que realmente me despertou desse estranho adormecimento.

Obrigada, Dani. A porta estava encostada, você abriu.

E, como tudo que acontece na vida, é quando a gente menos espera. Eu já ensaiava há tempos voltar a escrever, mas essa mensagem me pegou de surpresa. Aí comecei a entender que talvez seja por aí

Recomeço meu caminho fazendo uma das coisas que eu mais gosto na vida: escrever.

Sejam bem-vindos, de novo!!!


 



Escrito por Dani Mel às 18h44
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