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- 12/12/2004 a 18/12/2004



Textos e Poesias:

- Perfil
- Trilogia sobre a arte de dar
- Queria ter dado, mas tenho namorado
- Queria ter dado, mas ele era casado
- Mulher Alface / Mulher Rúcula / Mulher Quiabo
- Sobre 2004...
- Bon Jovi
- Bono Vox
- Sílvio Santos - Antológica
- A mãe do Spielberg
- Plantão na porta do Jassa
- Homem Satélite / Homem Mosca / Homem PF
- Anorexia
- Cor de carne ou cor de carmim?
- Tudo por ela
- Desabafo
- Ainda bem que eu não dei... mesmo!
- Manual de etiqueta para sexo casual
- Obrigada
- Quase...
- Renato Chauí
- Não Provoque, é cor de rosa shock
- Tocar o sonho...
- É tão bom... Paquitas forever
- Manifesto
- O importante é que emoções eu vivi
- Sobre 2005
- Eu sigo ímpar
- I Still Haven't Found What I'm Looking For
- Ah, Noronha!
- Rádio FX
- Querido Brad
- QUE MERDA QUE EU DEI...
- FACA
- MULHER ALFACE - CLIPE TOSCO



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Gente, esse blog sempre me surpreende. Do nada, pessoas que eu jamais imaginava, vem me contar que passam por aqui e gostam do que lêem, se identificam, acham engraçado. Isso é tão legal... Sei que deveria escrever mais, vir mais, desabafar mais. É o que eu vou tentar fazer. Porque vontade não falta e as coisas não param de acontecer...

No último mês: tendinite no ombro direito, taquicardia, falta de ar, cardiologista. princípio de Síndrome do Pânico. “Como assim? Eu?”
O doutor: “Minha filha, desde quando você não tira férias?” Uns 3 anos. Então f
ui. Pra onde o azul é mais azul... 
Pela quinta vez para a ilha dos meus sonhos: Fernando de Noronha. Num impulso, peguei o que restava das minhas milhas e marquei as passagens. E se aparecesse trabalho? Foda-se. Resolvi que ia mesmo assim. Decretei, na verdade, que ia desligar do mundo. E, enquanto procurava um possível lugar para ficar, consegui falar com minha amiga Tânia. Não, Tânia não é uma bióloga ou mergulhadora que largou tudo e foi morar na ilha. Ela é de lá, nativa. Nasceu lá, trabalha lá, tem sotaque de lá. Ficamos amigas na primeira vez que caí de para-quedas naquela ilha linda. Tinha 19 anos, largado a faculdade e com grana para ficar 1 semana. Fiquei quase 2 meses. O governo me liberou das taxas de preservação porque eu fazia shows para as crianças aos domingos. E a Tânia me acolheu. Em todos os sentidos. Virou minha amiga, minha irmã, confidente.  Ficamos amigas para sempre. E ,desde então, Noronha virou um lugar muito especial para mim. O astral da mistura de rochas vulcânicas em contraste com o azul muito azul da água é único. Foi quando voltei de lá a primeira vez que comecei a escrever poesias. Foi lá que tive uma das paixões mais lindas e trágicas da minha vida - http://aindabemqueeunaodei.zip.net/arch2006-05-07_2006-05-13.html#2006_05-07_23_41_09-9542199-0

Enfim, sempre aconteceram coisas muito fortes quando estive lá. Poderia não acontecer nada dessa vez. Mas sempre acontece... Depois que conheci Tânia, voltei para lá algumas vezes: quando ela ficou grávida, quando nasceu o filho dela (o Brayner - o pai do moleque achou a palavra “brainy” no dicionário, achou lindo que o significado que vem de cérebro, inteligente, tirou o y e colocou um er no final...), quando o moleque fez 5 anos e a gente brigava pela TV( ele queria ver desenho e eu novela), e agora, com o menino com 10 anos.
Quando falei com a Tânia dessa última vez antes de ir, fazia uns anos que a gente não se falava. Uns 3 talvez. Eu tinha uns 5 números de telefone e nenhum era o certo. Consegui achar minha amiga trabalhando como gerente da pizzaria . No meio de “Caramba, que saudade!!!, como tá sua vida?, Casou?” , ela me falou: “Dani, vem logo, onde eu dormir, vc dorme, a gente põe um colchão e dá um jeito” Aí eu fiquei pensando naquilo e me emocionei. A gente pode ficar um, cinco, dez anos sem se ver, que nada vai mudar. A gente não é amiga de se falar no telefone, na internet, de se cobrar nada. Mas o laço que foi construído ali foi tão forte, tão bonito, que ficou. E a gente conhece tanta gente pela vida que acha que pode contar e na hora do vamos ver, nada, né? E ela, sem eu falar nada, já foi me acolhendo de novo.  Acabei nem ficando na casa dela, descolei uma pousadinha, mas a atitude que ela teve foi o que me tocou. A Tânia é simples, sem frescura, mora num puxadinho da casa da irmã, tem um bar incrível que está embargado, é uma puta guerreira, tá sempre correndo atrás, não foge de trabalho. Vive uma outra realidade, outra cultura, tem outros valores, mas a essência é o que fala mais alto. O caráter tá ali.

Ela me pediu um skate para o Brayner, com rodinhas de silicone, pra ele andar na BR de Noronha. Que eu fui mandar fazer lá na Galeria do rock, aqui em SP, na 24 de Maio.  Eu tava curiosa pra ver como estava o moleque que brigava comigo por causa da TV quando tinha 5 anos. E quer saber? Tá esperto pra caralho. Foi meu melhor guia e melhor companhia na ilha. Tá surfista, educado, malaco, moleque, ouvindo Linkin Park e arrasando no “Guitar Hero”. E criança....

Em Noronha, comecei a comer peixe. Nunca gostei. E dessa vez experimentei. E gostei. Do peixe, do lugar, do momento, das pessoas.
Em 3 dias já era praticamente local, conhecia todo mundo. Turistas, locais, mergulhadores, nativos. Andava de chinelo o dia inteiro, pedia carona, andava à pé, fazia trilha, mergulhava em qualquer praia. Era livre. Sem rímel. Sem baby- liss. Só boné e olhe lá...
Descanso e balada. Golfinhos e tartarugas.
Lá, vc conhece muita gente. Não importa o que você faz ou quem você é. Não existe máscara. É aqui e agora.
É daí que surgem as relações mais legais, mais puras , mais verdadeiras. Você pode ficar anos sem ter contato com a pessoa de novo, mas o que foi plantado ali fica, para sempre.

Passou tudo. O ombro, a taquicardia, a ansiedade. Zerei. Achei que o fim de ano seria uma paz.... Pra quê?
Cheguei em SP, perdi a voz,  meu amigo foi baleado na praça Roosevelt,  peguei uma tosse que não sarava nunca, fiquei à base de cortisona,  fiz fotos para uma revista incrível, descobri que pra cada jornalista babaca existem 3 incríveis, fiz evento como Mestre de Cerimônias,  gravei locução mesmo sem voz, fui madrinha de casamento, participei do “Trix Mix Cabaret”recitando/declamando minhas poesias (ao invés de cantá-las com a banda), enquanto o Gui fazia intervenções com o sax e eu descascava uma banana, foi INCRÍVEL, das melhores experiências, um stand up meio teatral!! E todo mundo junto ali, unido, se ajudando, se parabenizando, dando força, um senso de coletividade, de fazer parte de algo maior, foi muito bom!!
Enfim, sobrevivi.  Mas, pra ser sincera, ainda tô digerindo tudo...
A tosse tá passando com antibiótico receitado pela otorrina. Depois de várias tentativas com chá de gengibre, alho, mel, limão, própolis, anti-alérgico, xaropes, vodka, foi a única coisa que resolveu. Tô conseguindo voltar a dormir à noite sem tossir. E finalmente consegui voltar a escrever aqui no blog. Isso pra mim é o melhor sinal de todos. Um beijo grande a todos vocês. Voltem sempre!!!

O Sol se pondo no mar...

Tânia com Brayner bebê...

Com 5 anos...

Com Tânia, desde sempre...

Brayner, com 5 anos...

Com 10 anos...

Meu guia mirim

Praia do Sancho

Reencontro again

and again...

Carimbo na alma

Baía dos Porcos...

O lugar mais sagrado da ilha

O dia que a galega comeu peixe pela primeira vez na vida....

Num luau à luz de velas e da Lua lá na Conceição

Cheers!!!

 

 

 

 



Escrito por Dani Mel às 18h10
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