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Textos e Poesias:

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- Trilogia sobre a arte de dar
- Queria ter dado, mas tenho namorado
- Queria ter dado, mas ele era casado
- Mulher Alface / Mulher Rúcula / Mulher Quiabo
- Sobre 2004...
- Bon Jovi
- Bono Vox
- Sílvio Santos - Antológica
- A mãe do Spielberg
- Plantão na porta do Jassa
- Homem Satélite / Homem Mosca / Homem PF
- Anorexia
- Cor de carne ou cor de carmim?
- Tudo por ela
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- Ainda bem que eu não dei... mesmo!
- Manual de etiqueta para sexo casual
- Obrigada
- Quase...
- Renato Chauí
- Não Provoque, é cor de rosa shock
- Tocar o sonho...
- É tão bom... Paquitas forever
- Manifesto
- O importante é que emoções eu vivi
- Sobre 2005
- Eu sigo ímpar
- I Still Haven't Found What I'm Looking For
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- QUE MERDA QUE EU DEI...
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- MULHER ALFACE - CLIPE TOSCO



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Fui morar sozinha com vinte e poucos anos… Morei 5 anos numa casinha de vila na Vila Mariana. Com uma grande amiga e uma pit bull linda, Aloha. Meus pais não entendiam pra que e por que eu precisava sair de casa se tinha tudo na casa deles. Quase tudo. Me faltava liberdade pra chorar, paz de espírito para extravasar a alma. Era hora de crescer.
Fui muito feliz naquela casa. Incontáveis festas, memoráveis porres, amigos que iam e vinham e a amiga que morava comigo sempre lá, dividindo conversas, sonhos e desabafos.
Aí, o óbvio aconteceu.  Ela começou a namorar, se apaixonou de verdade e foi morar com o cara. Apesar do susto inicial, devo confessar que fiquei feliz, porque, como duas adolescentes, assim que nos mudamos para a nossa casa, colocamos dois porta-retratos vazios num armário embaixo da escada e fizemos para nós mesmas a promessa de que eles só seriam preenchidos com fotos de quem realmente valesse a pena. O tempo passou, e, por muito tempo eles permaneceram vazios. Era um segredo nosso. Pessoas iam e vinham, mas ninguém foi parar lá.
Então, quando ela me chamou um dia para conversar, assim que voltei de uma viagem surreal para a Índia, e me mostrou seu porta-retrato preenchido, eu já sabia. Ela iria morar com ele. Fazia parte do nosso trato: se alguém se apaixonasse, deveria seguir... E antes que se pense alguma coisa, éramos (e somos) apenas amigas, boas amigas, dessas que quero ter para sempre por perto.

Ela ainda morou comigo uns meses pra não me deixar na mão, até dar tempo de eu ver o que faria e para onde iria.
Eu sabia que não ia querer ficar naquela casa grande sozinha (tinha medo dos ratos e dos ladrões...). E sabia que não queria mais morar com alguém, tipo amiga. Só se fosse um namorado. Queria morar sozinha, de verdade.
Voltei para a casa dos meus pais. Para ficar 2 meses. Fiquei um ano e meio... Fui super bem recebida, mas foi bem difícil. Nem tenho o direito de reclamar, pelo menos tinha para onde ir. Mas é difícil voltar a dar satisfação da sua vida a toda hora. Mesmo morando numa cidade violenta como SP, é importante avisar que não vou dormir em casa, por exemplo, para eles não ficarem preocupados. Mas, daí, inevitavelmente,  vinham as questões, onde você vai dormir? Com quem?
Enfim, depois da intensa convivência, finalmente encontrei meu apartamento. Procurei por muito tempo, em muitos lugares, com muitas pessoas. Os corretores me irritavam, e eu desistia. Sempre faltava alguma coisa. Até que, depois de 10 meses de uma busca intensa, encontrei um AP onde eu menos imaginava. Eu, que sempre morei na zona Sul, Vila Mariana, Moema, Campo Belo, me vi morando perto da praça do por do Sol, zona oeste da cidade. Quando entrei aqui pela primeira vez, sentei no chão e soube que era onde eu queria morar. Eu sabia que teria essa sensação o dia que encontrasse minha casa. E encontrei. Mudei feliz, meus pais deram a maior força dessa vez. Amo eles.
Desde que me mudei, há 3 meses, passei por momentos de absoluta solidão. Uma solidão boa, que eu escolhi. Nada de festas, amigos.
E, em alguns instantes, me entreguei a momentos de completo desespero, outros de questionamento, alegria. Tive longas conversas com a Lua, deitada no terraço olhando para o céu. Queria encontrar respostas para as minhas frustrações, expectativas.
Agora eu era livre para chorar, rir, escrever na madrugada, andar pelada pela casa,  tomar vinho, preparar minhas próprias refeições na hora que bem entendesse.
O que fazer com tanta liberdade? Me fechei na concha. Fui até onde podia ir. Conheci minha alma, enfrentei meus fantasmas, encarei meus medos, fui lá no fundo ver quem eu era de verdade.

Agora, mais leve, voltei a sair, beber, encontrar os amigos. E sempre, em algum momento, o céu me chama lá fora. No último domingo caiu uma tempestade na cidade. Fui fechar a janela ganhei de presente um belíssimo por do sol. Só pra me lembrar como a vida pode ser bela e triste. E aqui ainda nem tem porta retrato...

 

 



Escrito por Dani Mel às 14h33
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