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A vida é mesmo muito louca. Eu sabia que ia trabalhar no Tim Festival. Como intérprete de bandas, coisa que eu faço há anos. Com um grupo que eu nunca tinha ouvido falar, o "Hot Chip", uma mistura de rap com rock. Legal, eles iam tocar no dia 28, o dia mais rock and roll, no Anhembi.
Quando você se dispõe a trabalhar num Festival de Música tem que estar preparado para tudo, e não tem essa de ficar escolhendo a banda que você quer trabalhar.
Então, lá estava eu pronta para receber os caras do Hot Chip no aeroporto de Guarulhos, quando me ligam da produção do Festival dizendo que as coisas mudaram. Que a Feist (cantora) cancelou o show no Brasil e a (cantora) Cat Power estava voltando para São Paulo para substituí-la.Que a partir daquele momento eu ficaria com a tal da Cat Power, que faria um show no Auditório do Ibirapuera. Tentei saber o porquê, ordens superiores, me responderam. OK, vamos lá. Realmente o manager da Cat Power era meio exigente, mas deu tudo certo. Ela é meio louquinha, desligada.  Às vezes não olha na tua cara, às vezes é extremamente simpática. Tem uma voz bonita. Todo mundo achou o show o máximo, ela uma diva, eu achei ok, interessante. Essa mania das pessoas acharem tudo que é cult bom me irrita profundamente. Eu não gosto de música que não tem refrão. Ponto. Meu gosto particular.
Mas deu tudo certo, ela adorou o show e no dia seguinte bem cedo eles foram para Vitória fazer outro show.
Então me deram outra banda para tomar conta: Juliette and the Licks. Foi muuuito legal. Não porque fiquei tomando drinks com a Juliette na piscina do hotel, isso não rola. As pessoas têm uma idéia muito errada do trabalho de intérprete. Você tem que fazer as coisas funcionarem. Você é a responsável no Festival por aquela banda, desde levar e buscar no aeroporto nos horários mais malucos, levar para passagem de som até fazer o check in no hotel, levando em consideração que muitas vezes os caras estão super cansados e de mal humor. Então, tem que ter responsabilidade.

A parte bacana é poder ver tudo de perto, sem deslumbramento, sem afetação, aprender mesmo, observar. Lembro que o camarim da Bjork era em frente do da Juliette, e depois do show (da Bjork) rolou a maior festa techno lá dentro, cheia de gente deslumbrada dando gritinhos e pulinhos e se achando o máximo em estar ali.  Com credencial no backstage na festinha da Bjork. Uma alegria fake, um glamour de mentira.
Eu ficava num canto, só observando.
Pra mim, foi muito mais legal ficar sentada num cantinho e ver a Juliette montar o set list, escolher as músicas que ela cantaria no show, aquecer a voz, alongar o corpo. Foi muito mais intenso conversar com os músicos da banda que estavam há uma semana dormindo apenas duas horas por noite por causa dos shows, ouvir histórias. Isso é o lado B do rock and roll. Cada dia num lugar, com pessoas diferentes.
Uma hora, em algum momento enquanto aquecia a voz, Juliette falou que tocou em Israel esse ano, em Tel Aviv, e ficou impressionada com Jerusalém e com a intensidade religiosa das pessoas. Ela, que foi criada por pais hippies não entendia aquilo e admirava a disciplina das pessoas com a religião. Falou que adoraria ter disciplina. Que quando era pequena, começava a fazer aulas de ballet e não ficava nem um mês, não tinha disciplina para nada. Mas com a música você tem, eu disse. Ela parou, me olhou e sorriu. Ela sabia que era verdade.
Juliette não faz questão de sorrir pra quem não está afim, trata muito bem todos os fãs, não tem afetação nenhuma e me surpreendeu com o show que fez. Uma puta performer. Fiquei impressionada. Sexy, provocativa, sem pose de diva. Sem querer ser cool, acabou fazendo um dos melhores shows que eu já vi.
Acabamos saindo do Anhembi às 5 da manhã e precisávamos estar no aeroporto de Guarulhos às 8. Deu tempo de voltar pro hotel, arrumar as malas, fazer o check out e entrar na van. Todo mundo virado. Todo mundo capotado.
Teve um momento, no aeroporto, na hora do check in da banda para Miami, que eu estava passando um gloss de morango na boca. Falei pra Juliette; "Cheira..." Ela gostou. Falei "Pega, é teu...". Ela pegou e me deu um outro de uva, que estava na mão dela e falou" Pega, é teu". Foi um momento ternura, mulherzinha. Mas bonito, singelo, de verdade.

Quando acabou a pauleira do Festival, depois de quase 3 noites em dormir, dormi praticamente 24 horas seguidas. E pensei que a vida é muito louca mesmo. Porque eu só queria trabalhar como intérprete. E não sei se vcs se lembram (post abaixo), estou gravando minhas músicas, transformando minhas poesias em rock and roll (tá ficando incriííível!!!!).
É coincidência ou não mudarem do nada a banda que eu ficaria (o Hot Chip) e me colocarem para acompanhar e ver de perto o trabalho de duas cantoras bacanas? Bem agora que eu tô gravando minhas músicas... Uma aula, um presente, um sinal. O que vocês acham?
Beijos queridos, até breve!!!

 

Antes do show, de cima do palco na passagem de som

Showtime!

Showtime, quebrando tudo

Juliette e eu

Nós e o glóss

No aeroporto, 7 da manhã...

 



Escrito por Dani Mel às 22h53
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