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Textos e Poesias:

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- Trilogia sobre a arte de dar
- Queria ter dado, mas tenho namorado
- Queria ter dado, mas ele era casado
- Mulher Alface / Mulher Rúcula / Mulher Quiabo
- Sobre 2004...
- Bon Jovi
- Bono Vox
- Sílvio Santos - Antológica
- A mãe do Spielberg
- Plantão na porta do Jassa
- Homem Satélite / Homem Mosca / Homem PF
- Anorexia
- Cor de carne ou cor de carmim?
- Tudo por ela
- Desabafo
- Ainda bem que eu não dei... mesmo!
- Manual de etiqueta para sexo casual
- Obrigada
- Quase...
- Renato Chauí
- Não Provoque, é cor de rosa shock
- Tocar o sonho...
- É tão bom... Paquitas forever
- Manifesto
- O importante é que emoções eu vivi
- Sobre 2005
- Eu sigo ímpar
- I Still Haven't Found What I'm Looking For
- Ah, Noronha!
- Rádio FX
- Querido Brad
- QUE MERDA QUE EU DEI...
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- MULHER ALFACE - CLIPE TOSCO



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ANJOS NA MINHA VIDA

Foram 3.
Eles surgem do nada quando você menos espera, te tiram da maior enrascada e se vão. Não prometem nada. Te dão tudo. Te deixam leve. Feliz. Livre. Limpam tua alma. E vão embora quando você já está forte para seguir só. Só há um problema: nunca, jamais, se apaixone por eles. Você vai se machucar. Não tente entender. Apenas aceite e curta esse presente que a vida está te dando. Vou contar aqui a história do segundo anjo na minha vida. Escolhi essa porque, além de ser linda, é ligada ao rock and roll, e a última ainda é muito recente.


Foi em 2001. Rock in Rio. Quando eu menos esperava. Pois é assim que sempre acontece. Quando você menos espera...Eu tinha voltado há 3 meses do Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, e estava namorando com um carioca que conheci na viagem. Super feliz. Morando no Rio. Por uma briga boba, bem boba, ele terminou tudo comigo. Tão boba que não lembro nem o motivo. Mas lembro que sofri muito. De não conseguir comer. E no dia seguinte eu ia começar a trabalhar no Rock in Rio. Não tinha vontade de levantar da cama. Nem pra trabalhar nos bastidores como intérprete das bandas de um baita festival de música, coisa que eu adoro. Imagina meu estado. Fui arrastada, mas fui. Lembro de estar esperando a banda no aeroporto, olhar para o lado, ver um casal se abraçando e começar a chorar. Colocava rapidamente os óculos escuros e tentava me concentrar, pra não desabar no choro. Foi assim nos primeiros 3 dias. Antes que vocês me perguntem, não vou dizer qual é a banda, por motivos óbvios. Não quero comprometer uma outra pessoa, não é o caso. O que aconteceu foi que, aos poucos, sem eu perceber, acabei me enturmando com a banda, virei meio xodó de todos eles, tipo uma família. Porque as regras de "como uma intérprete deve se comportar" dizem que vc não pode se envolver, nem comer na mesma mesa que os músicos, enfim, não dar muita brecha. Às vezes é mesmo um saco porque nego confunde intérprete com babá. E folga. Acham que o Brasil é uma Disneylândia. Querem ver favelas e ver/ter/comer muitas mulheres. Mas dessa vez não foi o caso. Sim, é lógico que fazíamos programa de gringo no Brasil, tipo escola de samba, Corcovado, feiras hippies. E eles achando super cool chamar muita atenção nas ruas de Ipanema...Faz parte. Mas vamos ao que interessa. Era o cara mais arredio da banda, o outsider, aquele que sempre contraria tudo, e por isso mesmo todos respeitam mais, sempre o mais gato e mais esquisito, pois bem, esse cara encanou comigo. Encanou muito sutilmente. Do jeito dele, outsider. Via que eu tava estressada, triste, cheia de trabalho e pedia pra produção uma van. Dizia que precisava com urgência ir a uma loja de instrumentos. Junto com a intérprete. Quando entrávamos no carro, ele mandava o motorista seguir pra praia. Ipanema. Arpoador. Eu não sabia de nada. Acabava passando a tarde na praia com ele.
Ele pedia para eu encontrá-lo o mais rápido possível na piscina do hotel porque precisava falar comigo sobre o show. Quando eu chegava, ele pedia um milkshake, falava sobre a vida e queria ver o por do Sol comigo. Quando o tour manager precisava falar com ele, me ligava. Só eu saberia onde realmente ele estava. Assim, aos poucos, ele me quebrava. Eu, tentando ser séria, profissional, sem dar motivo pra qualquer tipo de confusão ou falatório. Quando eu tinha uma tarde livre, ele queria ir comigo. Aonde, meu Deus?  À casa da minha irmã, no Rio, por exemplo. Passava a tarde com a gente.
Eu só ficava imaginando quando eu ia dar de cara com o meu ex-namorado no meio da rua, já que ele também morava em Ipanema. Era só uma questão de tempo. Nessas horas Murphy sempre dá um jeito de aparecer. Mas isso não aconteceu. E eu fui me esquecendo dele, do ex. Fui me divertindo, indo nas baladas, restaurantes, festas e lugares mais incríveis do Rio, porque sempre "a intérprete precisava estar junto". Fui vendo como a vida podia ser feliz. Como eu podia ser querida. Aí chegou o dia do show. Inesquecível. A intérprete precisava ir na van da banda, precisava ficar no palco durante o show, ensinar palavras em português,  voltar no colo porque não tinha lugar pra todo mundo. Virei parte daquilo tudo. Ao mesmo tempo que todo mundo sabia, era meio velado. Ninguém perguntava. Todos sorriam, eram cúmplices. Nada assumido. Nada tinha rolado. Até então.
O show foi um sucesso. Gente que não acabava mais. Todo mundo feliz. Mais de 200 mil pessoas. Trabalho só no dia seguinte, depois das 3 da tarde, quando a banda ia embora. Essa noite não dormi no meu quarto no hotel, o Intercontinental. A menina que dividia o quarto comigo sabe disso. Ela perguntou, não dei muita satisfação. Afinal a parte profissional estava sendo cumprida. Ponto. Cansei um pouco de ser tão certinha. Ele me passou um pouco isso, da irresponsabilidade, rebeldia, inconseqüência, leveza, carpe diem. E nunca me prometeu nada. Foi embora no dia seguinte, me deixou com um sorriso no rosto e a alma feliz. O mundo se abriu e ficou colorido de novo.
No dia seguinte, meu ex-namorado me ligou e falou que queria conversar comigo. Nossa, parecia que tinha passado tanto tempo...Eu estava segura, forte, bonita, viva, brilhante, decidida.
Ele na hora se ligou que alguma coisa tinha acontecido. Pediu desculpas, falou que fez besteira, que me amava, e queria voltar a namorar. Eu disse:
"-Sabe o que é? É que eu fui convidada pra ir pra Los Angeles fazer uma turnê e acho que vou semana que vem..."

É lógico que era mentira. O que uma intérprete inglês /português vai traduzir em L.A??? O convite realmente existiu, mas era bem mais pessoal. 
Ele ficou desnorteado. Como assim? Essa menina que chorou desesperadamente por minha causa não está mais nem aí? Não pode ser. Mas podia, eu tinha sarado. Estava zerada. Curada. Feliz e forte.
Depois de muito jogo duro, voltamos a namorar por mais 1 ano e meio. Ele, até hoje, não pode ouvir falar o nome dessa banda, mesmo estando casado com outra pessoa.
Em compensação, ontem, do nada, quando eu estava meio triste, reflexiva, recebi um email do nada: "Há quanto tempo menina...Quando é que vc vem me visitar na Califórnia?" Sorri e olhei para o céu.

Quando você menos espera, eles aparecem...
 

 



Escrito por Dani Mel às 12h20
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