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AH, NORONHA...

Existem alguns lugares que marcam a gente para sempre. Não só pela beleza, mas pelo astral e pelo que vivenciamos ali. Ontem bateu uma saudade forte de um lugar muito especial pra mim, onde muitas coisas aconteceram e mudaram para sempre a minha vida.
Fernando de Noronha... Aos 19 anos, abandonei a faculdade de Publicidade no meio e me mandei. Tinha dinheiro pra ficar uma semana. Fiquei quase 2 meses. Era 1993. Fiz amigos, shows para crianças, nadei com golfinhos e conheci gente muito especial. Entre essas pessoas Tânia, nativa, que virou minha amiga, minha irmã até hoje. Éramos muito diferentes e ao mesmo tempo muito parecidas. Além de Tânia, houve Jairon, a primeira paixão de verdade da minha vida. Um moço forte, queimado de Sol, com uma sereia tatuada no tórax. E um sorriso encantador. Mergulhava e tocava gaita. Nada ali foi planejado, simplesmente aconteceu. Como em Noronha as portas e janelas das casas estavam quase sempre abertas, era comum eu acordar e ele estar ali, sorrindo, me vendo dormir. Ou eu estar andando pela ilha e, do nada, ele aparecer. E me levar pra ver o por do Sol. E me dizer que quando o Sol encostasse no mar ia fazer um barulhinho: tsssssss.

E foi assim que escrevi minha primeira poesia na vida. Meio brega, eu sei... Mas foi assim que tudo começou. Eu tinha acabado de voltar da ilha, estava tomando banho,  e veio letra e melodia, tudo de uma vez. Eu nunca tinha pensado em escrever na vida. A partir dela, não parei nunca mais...


Isolada do continente
Maravilhosamente
Está você

Perdida no meu olhar
Sei que existe um lugar
Cadê você?

Ilha dos sonhos
Magia, mistério
Desejo sincero
De te reencontrar

A gente podia
Com muita energia
Fazer o momento
Presente durar

Você é parte de mim
Já aconteceu assim
Em algum lugar...

O Sol sempre a brilhar
A areia, a Lua, o mar
Senti você

Lembrança eterna
Viagem caminho
Destino escrito
De te reencontrar

Na ilha dos sonhos...

Para primeira poesia na vida até que tá bom, vai...
Enfim, voltei pra SP, pra realidade, terminei a faculdade, gravei um disco, namorei outros caras e viajei para outros lugares. Quando qualquer coisa dava errado na loucura da cidade, eu falava que ia largar tudo e montar uma pousada em Noronha. Apesar de nunca mais ter falado com ele.
Sempre falei com a Tânia, minha amiga nativa.

Sete anos depois, minha irmã, a quem sou muito ligada, foi pra Noronha com o marido e amigos e, numa dessas coincidências da vida, conheceu Jairon. Na hora que ele descobriu que ela era minha irmã, pediu meu telefone. E, o que nunca tinha acontecido em quase sete anos, aconteceu. Ele me ligou. Disse que estava morrendo de saudades, que toda vez  que olhava para  minha irmã lembrava de mim, que estava embaixo de um céu muito estrelado, que eu devia estar ali. Que eu era muito especial, que a gente precisava se ver de novo. Perguntou quando eu iria voltar para a ilha para a gente se ver e mergulhar com os golfinhos. Frio na barriga. Estávamos em Maio. Combinamos que eu ia em Setembro.

Dia 24 de Agosto ele morreu. Acidente.
Bateu a moto num cavalo e quebrou o pescoço. Em Noronha, voltando pra casa.

Voltar pra lá depois disso foi muito difícil. Uma dor que eu não sei descrever. Era estranha a sensação de saber que ele nunca mais iria aparecer do nada.
A ilha continua linda e o mar mais azul do que nunca. Sempre que eu vou pra lá acho que vou virar sereia e não voltar nunca mais.
E o Sol, sempre que se põe no mar, faz aquele barulhinho: tssssssss....




Escrito por Dani Mel às 22h41
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