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Textos e Poesias:
- Perfil
- Trilogia sobre a arte de dar
- Queria ter dado, mas tenho namorado
- Queria ter dado, mas ele era casado
- Mulher Alface / Mulher Rúcula / Mulher Quiabo
- Sobre 2004...
- Bon Jovi
- Bono Vox
- Sílvio Santos - Antológica
- A mãe do Spielberg
- Plantão na porta do Jassa
- Homem Satélite / Homem Mosca / Homem PF
- Anorexia
- Cor de carne ou cor de carmim?
- Tudo por ela
- Desabafo
- Ainda bem que eu não dei... mesmo!
- Manual de etiqueta para sexo casual
- Obrigada
- Quase...
- Renato Chauí
- Não Provoque, é cor de rosa shock
- Tocar o sonho...
- É tão bom... Paquitas forever
- Manifesto
- O importante é que emoções eu vivi
- Sobre 2005
- Eu sigo ímpar
- I Still Haven't Found What I'm Looking For
- Ah, Noronha!
- Rádio FX
- Querido Brad
- QUE MERDA QUE EU DEI...
- FACA
- MULHER ALFACE - CLIPE TOSCO
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Se você pudesse escolher o emprego dos sonhos, como seria ele? Que tal um programa numa rádio de rock transmitido também pela TV, junto com seus amigos, falando besteira, ouvindo música, tomando uns drinks de vez em quando, e entrevistando um monte de gente legal, chata, estranha e não ter que puxar o saco de ninguém? E poder provocar, sacanear, rir, ser ácido, ser legal, ser você. E ainda ser pago pra fazer isso? Junte 3 pessoas completamente diferentes e veja no que dá. Foi isso que aconteceu na Rádio FX. Eu trabalhava como repórter na Rede TV! E me convidaram para apresentar um programa com o Marcelo Nova e o Ricardo Corte Real. O Côrte já era meu amigo dos velhos tempos de Kiss FM. Agora o Marcelo, eu só conhecia de vista. Mesmo porque, o Camisa de Vênus nunca foi a minha banda de adolescência. O RPM sim era a minha banda favorita! Até hoje o Marcelo fica puto quando eu falo isso. Hahaha!!! Bom, nas primeiras reuniões, eu pensava ”Gente como é que vai ser trabalhar com esse cara? Isso não vai dar certo...” Mas deu. Muito mais do que a gente poderia imaginar. Nos tornamos grandes parceiros, amigos e cúmplices. Os ouvintes nos chamavam de Meninas Superpoderosas (Lindinha, Docinho e Florzinha), de cavaleiros do apocalipse e por aí vai.... A gente adorava. E lia os emails que mais nos detonavam. E fazia questão de responder. No ar. Quando precisava falar sério, a gente falava sério, mas quando a esculhambação era permitida, aí a gente se divertia geral. Era tudo, menos chapa branca. Porque o que a gente menos suporta é hipocrisia. Dava pra ser ácido, doce, crítico. E a gente ainda se divertia pra caramba. Esse programa que eu coloquei aqui foi um dos últimos que a gente fez. Uma sempre justa homenagem a Raul Seixas, com Kika e Vivian Seixas, ex-mulher e filha de Raul. Ficou rico, gostoso. E deu ainda mais saudade. Quer saber? Quem sabe a gente não volta um dia desses?? Será? Bjooo!! Escrito por Dani Mel
às 17h47 |
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Escrito por Dani Mel
às 17h07 |
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Escrito por Dani Mel
às 17h06 |
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Escrito por Dani Mel
às 17h05 |
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Olha a situação de um amigo: Uma menina linda, gata, querendo ficar com ele. Dando mole direto, colando, fazendo marcação homem a homem, não deixando ele respirar. Ele estava fugindo dela. Ela até tinha chance, gata que era, mas estava muito ali, à disposição, e ele bodeou. Ele disse que, na verdade estava apaixonado por uma outra garota. Que se declarou pra ele num primeiro momento. Depois sumiu. Depois ele quis beijá-la na festa de ano novo e ela não quis. Depois ela falou que ia pensar no caso. Depois foi grossa. Depois ligou carinhosa pedindo desculpa... Depois foi embora. E deixou ele na saudade, na mão, babando... Típica mulher quiabo... Adoooro!!! Conhece alguém assim?? MULHER QUIABO A quiabo é o seguinte: você ignora, ela te adora, vc dá um pé, aí que ela te quer. Ela é super 171, xavequeira, enrolaaaada... Ela inventa um monte de história e você cai que nem um patinho. Aí achando que vai agradar, você dá um monte de flores e ela sai correndo de você... Dá vontade de mandar ela pra p... pro inferno, mas ela é uma puta de uma gostosa!! Escorregadia, mas gostosaUma simpatia, ardilosaFaz o tipo bonita, misteriosaEsperta, atrevida, linda e mentirosaFingida e gostosa...Interessante, interesseiraSedutora e xavequeiraVive jogando, dando esperançaTe ilude e você se derrete, faz o que ela pede, tudo que ela pede...Sempre sai pela tangenteDiz que dessa vez vai ser diferenteAbre o olho, meu amigo, cuidadoEla é quiabo...Folgada, e bem resolvidaManhosa e de bem com a vidaÀs vezes travada, outras bem criativaVocê avança, e ela faz doce, cheia de pose Você ignora, ela te adoraVocê dá um pé, aí ela te quer Não diz nem sim nem nãoMuda de opinião Acha que tem razãoE vive te deixando na mão, e te pisa no chão... Sempre sai pela tangenteDiz que dessa vez vai ser diferenteAbre o olho, meu amigo, cuidadoEla é quiabo... Se você souber entender Ela vai te surpreender Se você souber lidar Ela vai te impressionar Agora, se você vacilar Ela vai te enrolar.... A poesia acabou virando um blues... Que tal? De novo fiz um clipe tosco. Vejam:
Escrito por Dani Mel
às 17h58 |
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Escrito por Dani Mel
às 17h23 |
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Meninos, me digam se confere, por favor... Estava conversando esses dias com alguns amigos, e eles me disseram que hoje em dia perdeu a graça ir num puteiro. Segundo eles, pra que pagar se você pode ter sexo/ transar com uma garota que você conhece na noite, na balada, numa boate, tipo a Disco? A conquista é muito mais interessante. E, se for o caso de ir no puteiro, a graça é você conseguir convencer a garota a não cobrar pelos serviços prestados. Ou pagar e pronto, poder desaparecer sem dar satisfação no dia seguinte. isso descomplica bastante. Mas para muitos, a graça está na conquista, no processo de sedução. E a mulherada, eu não sei se quer ser livre mesmo, ou se perdeu a mão, a noção, ou o bom senso. Às vezes dá de cara, às vezes não está afim. Tudo certo. Cada um faz o que quer. Mas tem uns caras que forçam um pouco a barra, vamos dizer assim. Ficam urubuzando, tipo gaviões em busca de carne fresca. Eu tenho horror a isso. Nós, mulheres, não queremos ser grosseiras, sabe aquele papo, sou legal, não tô te dando mole?? É isso. Tem uns caras que não se ligam, mesmo. Teve um vizinho aqui do prédio, gente boa até, que encontrei no elevador esses dias, voltando de uma balada, na madrugada. Falei oi, ele falou que estava voltando de um trabalho super estressante, e eu, voltando de uma festa. OK, boa noite. Boa noite. Esse foi o diálogo. Assim, papo de elevador. Educação. No dia seguinte toca meu interfone e me informam na portaria que tem um envelope para mim. Não é que o cara escreveu uma carta, falando que queria muito ter me convidado para uma saideira quando me encontrou no elevador, mas estava muito cansado? Então sugeria que tomássemos um café ou um vinho hoje ou amanhã... OOiiii??? Bom, em primeiro lugar, é impressão minha ou parece quase que obrigatório para um cara quando vê uma moça bonita e simpática TER QUE convidá-la para sair? Ele vai se sentir menos macho se não fizer isso? E quem disse que se ele não estivesse “tãããooo” cansado eu estaria afim de tomar uma saideira com ele?? Helloouuuuu!! Eu só fui EDUCADA no elevador. Não rolou clima nem nada que pudesse justificar esse convite. Porque as pessoas não podem deixar as coisas rolarem naturalmente?? Calma que a história ainda não acabou. Aí, hoje eu estou subindo no elevador, a moça da portaria interfona e me diz que o cara ligou pra ela umas três vezes perguntando se ela tinha certeza que tinha me entregado o tal envelope. Socorro... Que desespero é esse, gente??? Não passa pela cabeça dele que ela entregou o tal envelope e eu simplesmente não quero ir? Ou que eu posso ter um namorado?? Esses caras que ficam babando muito incomodam. É fake. É a parte chata do instinto do macho à caça da fêmea. Tenho preguiça disso. Lógico que pode rolar tudo na primeira noite, lógico que as pessoas podem se conhecer no elevador, na balada, nos lugares mais improváveis. Mas tem que haver um interesse de ambos os lados, sintonia, química, peloamor... Essa forçação de barra não leva a nada. Quem vem com muita sede ao pote me faz sair pela tangente imediatamente. Desespero, ansiedade, é muito diferente de timidez e ousadia. Se você quer a conquista, saiba lidar com ela. Não desce no play se não sabe brincar. Senão, vai no puteiro que tudo fica mais fácil... Confere?
Escrito por Dani Mel
às 21h07 |
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Existe um tipo de mulher que me irrita especialmente. Já escrevi sobre ela, mas tô afim de dar um reforço. É que cada vez tem mais delas por aí. Tô falando da Mulher Alface. Ela sempre fala que não sabia de nada e nunca tem culpa de nada. É tão boazinha, coitada, nunca faria uma coisa dessas com você. Sempre concorda com tudo, super boa moça. Ahã... Se faz de sonsa, mas no fundo é uma cobra. Sem saaallll... Vira as costas pra você ver... Ela chega de mansinho, rouba seu namorado, suas idéias e ainda quer sair bem na foto. Com cara de santa. Sorry, aqui não. Aí fiz uma poesia para ela e gostaria de dividir com vocês. Conhecem alguém assim??
MULHER ALFACE Sem graça, sem alça, sem classe Se faz de santa, sonsa e tonta Fingida, toda dissimulada De todas é a maior roubada Verdade de plástico, sorriso de mentira Concorda com tudo, ela nunca pira Não dança sozinha não bebe caipirinha Por que eles querem te namorar? Pensam que podem te controlar? Mulher alface sem naipe Nota ZERO pra vocêCoitadinho do cara... Que um dia for te comer Se anula e não tem iniciativa Finge sempre ser tão compreensiva Tão falsa que seria uma ótima atrizE você acredita em tudo que ela diz... No fundo ela te manipula Perigo disfarçado Tua cara de alface molhado Mulher alface sem naipe Nota ZERO pra você Coitadinho do cara Que um dia for te comer...
Mulher alface sem naipe Nota ZERO pra você Coitadinho do cara Que um dia for te comer...
Aí transformei a poesia em música e gravei uma demo. Fiz um vídeo para vcs verem. Está meio tosco e a voz não está lá essas coisas. Mas é o que temos para o momento: MULHER ALFACE: http://www.youtube.com/watch?v=V3xfsKqliv8
Aguardem que aí vem a Mulher Rúcula e a Quiabo. Socorro... Que tal?
Escrito por Dani Mel
às 02h32 |
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Eu sempre fui apaixonada pelo Luke Skywalker, do filme “Guerra nas estrelas” (Star Wars). Desde menina. Enquanto todas as meninas adoravam o Han Solo (vivido pelo Harrison Ford em início de carreira), eu sempre fui Luke forever. Enquanto elas escreviam para a revista “Capricho querendo saber do Tom Cruise e do Rob Lowe, eu só queria saber do Luke. E ninguém sabia muito, porque "Guerra nas estrelas" era filme de menino... Mesmo assim, diferentemente de outras paixões que temos na adolescência e são altamente descartáveis, nunca abandonei o Luke. Mas, o que vem acontecendo de uns tempos pra cá, é que eu venho prestando muito mais atenção nos vilões. Tenho me interessado pelo Darth Vader, por exemplo... Pode ver: as roupas, o visual, tudo nos vilões é bem mais interessante e complexo que nos mocinhos. A Raínha Má, da Branca de Neve, a Malévola, da Bela Adormecida, a Maga Patológica (do tio Patinhas), A Cruela de Vil (dos 101 Dálmatas), a Úrsula, da Pequena Sereia, todas tem o maior estilo e personalidade forte. Até o capitão Gancho hoje em dia me desperta curiosidade. Acho que talvez seja porque a gente vai criando malícia na vida e perdendo o medo do mal. Acaba vendo que tudo pode ter um outro lado e que, às vezes, o bonzinho pode virar um puta chato. Acho que a vida seria bem mais fácil se não ficassem nos iludindo com contos de fada e finais felizes desde crianças, e não nos fizessem acreditar em príncipes encantados, vilões e princesas. Porque às vezes o príncipe não é tão encantado como nos prometeram e o vilão pode ser muito mais interessante e engraçado do que nos contaram. Sem falar nas princesas, que podem se tornar chatas e alfaces. Ninguém é 100% bom ou 100% mau. Eu sempre desconfiei de gente muito feliz. Talvez por isso, tenha começado a prestar atenção nos vilões. Ver o outro lado da história. O Luke, o mocinho da minha história, virou um andarilho solitário pelas galáxias do universo com seu sabre de luz azul e amigos como o mestre Yoda. Ele nunca foi perfeitinho nem mega feliz. Sempre foi na dele, meio reflexivo, quase triste. E sempre esteve em busca de alguma coisa. Vai ver que é por aí... A gente dever ter alguma coisa em comum.
Imaginem a minha piração quando me transformei em Princesa Léa...
Maléfica...
Maga Patológica
Darth Vader e Luke
Raínha Má (Branca de Neve)
Escrito por Dani Mel
às 04h09 |
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Eu tenho a maior curiosidade de saber quem vem aqui. Vejo que um monte e gente passa por aqui e não comenta nada. Não sei exatamente quem vem. Mas sei que tem um contador aí ao lado que me dá uma noção de quantidade. As pessoas gostam de ver sem ser vistas. De espiar. Quase voyeurismo. Mas sem se expor. Se preservam. Digo isso porque o blog me surpreende a cada dia. Desde que voltei a escrever, entre 700 e 1000 pessoas vem aqui por dia. Eu gostaria de saber quem. Sei da Laura, da Dani, da Mayra... Essas meninas, que, mesmo sem conhecer, sinto tão próximas. Enfim... Como as pessoas ficaram sabendo do blog? Eu não divulgo mais. Só quem sabe vem. Como elas vieram parar aqui? O que as faz voltar mais uma vez? Será que vocês podem me dar pistas? Se são homens ou mulheres? E o que fazem da vida? E como vieram parar aqui? Eu adoraria saber. Podem mentir um pouco, tipo trocar o nome. O sexo não. E qualquer outra informação que acharem relevante. Aguardo ansiosamente... Valendooo!!! Bj Escrito por Dani Mel
às 00h37 |
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Eu sempre fui uma menina preguiçosa e enrolada. Sempre tive dificuldades sérias em acordar cedo e estabelecer uma rotina. Tanto que eu pagava academia e só usava a bicicleta ergométrica. Conclusão: comprei uma bicicleta e comecei a pedalar na sala de casa, na hora que eu bem entendesse. Mas eu sempre falava que era provisório, que só estava pedalando enquanto não começava um outro esporte, uma outra atividade. Sei... O provisório durou anos... A preguiça de começar algo novo, num lugar novo, com pessoas desconhecidas sempre foi maior. E eu ia deixando rolar. E dá-lhe bicicleta. Só dava eu pedalando na ergométrica na sala de casa. Com o som no talo. Tinha 2 coisas (atividades físicas) que eu sempre falava que ia fazer: ioga e Krav maga. Ioga eu cheguei a praticar por uns tempos, mas parei e comecei a praticar sozinha em casa, o que quase me causou sérios problemas na coluna. O krav magá, você deve estar se perguntando o que é. Técnica de defesa do exército de Israel. Auto-defesa. Eu sempre quis fazer algum tipo de auto defesa há pelo menos uns 20 anos... Aikidô, karatê, mas, principalmente krav magá. Só que entre querer fazer e começar, existe um longo caminho... Que não precisava ser tão longo se a gente não perdesse tanto tempo na enrolação, no embaço... Eu sabia que existia Krav magá no Brasil. Descobri na internet que existiam uns 5 lugares credenciados pela federação oficial em SP. Liguei algumas vezes e perguntei se poderia conhecer o lugar e fazer uma aula. Claro que podia. E quem falou que eu ia? Sempre aparecia alguma coisa “mais importante” ou “mais urgente”. E mais uma vez eu não ia. Até que um dia, meio irritada comigo mesma por nunca ir até o fim, resolvi ir fazer uma aula. É estranho fazer isso quando não somos mais crianças, à essa altura da vida. Quase desconfortável. Ir num lugar novo, com pessoas que você nunca viu na vida. Você não sabe como agir, se puxa conversa, se fica na sua, enfim... Fui. Fiz. Fiquei na minha. Só lembro do professor perguntando por que eu estava ali, como eu fui parar ali. Como é que eu sabia da existência do krav magá. Para aprender a me defender, eu disse (talvez um dia eu explicasse o real motivo : está aí ao lado - no link chamado FACA, é o último de todos...) Fui na próxima aula, e depois na outra e na outra. Quando percebi, já estava comprando o uniforme branco. E querendo assistir aulas das turmas mais avançadas ( tem faixa amarela, laranja, verde, azul e preta, como no karatê). O mais louco seria achar um tempo às 17:15hs duas vezes por semana, no meio da loucura de trabalho. E quer saber? A gente acha. É difícil até hoje. Parar tudo no meio da tarde. A preguiça bate forte. Mas a sensação depois é tão boa, que parece que gira uma chavinha dentro de você e te liga em outra frequência. Melhor, mais nítida, mais forte. Isso sem falar de uma das coisas mais legais: as pessoas. Aos poucos, fui conhecendo, por trás do uniforme branco e dos rostos que já não eram tão desconhecidos assim, a história das pessoas, os nomes, o que elas fazem. E é sempre surpreendente. Eu jamais conheceria essas pessoas em uma academia de ginástica comum. Fiz ótimas amizades, entre elas a Dri, que é bióloga, o André, que é dentista, e o Alê, que é anestesista. Tem a Gabi também, que tem 7 anos e está em fase de provas na escola. A Sofia e o Mateus também estão em idade escolar. Tem os meninos adolescentes, alguns prestando vestibular, outros na faculdade. Tem o Sergio, gordinho e gente boa, que vem lá do Bom Retiro fazer aula com a gente. Enfim, nada de violência. Nada de policiais truculentos agressivos que alguns pensam frequentar esse tipo de aula. Fora o professor, que foi do exército de elite de Israel, e é uma figura: bravo, disciplinado e engraçado. Além de ser super fiel aos seus ideais e aos princípios do krav magá: “Se alguém acha que tem o direito de te agredir, você tem o dever de se defender”. Com a ioga foi a mesma coisa. Tinha ouvido falar super bem desse lugar perto da minha casa. Um lugar pequeno, numa casinha de bairro. Eu ligava, perguntava se podia fazer uma aula, eles falavam ok e eu nunca ia. Aí um dia resolvi ir. Achei meio parado, não amei de cara. Mas continuei, “enquanto não encontrava outro lugar”. E continuo até hoje. A diferença é que hoje eu adoro. Saio de lá com a sensação de estar uns 5 centímetros mais alta. Nunca mais tive dor nas costas. É um excelente alongamento. E meu dia começa muito mais zén. Sim, porque é de manhã, às 9 da manhã. E eu, a menina preguiçosa que tem sérios problemas para acordar cedo, acorda feliz e vai para a ioga. Sem rímel. Ainda com muito sono, devo confessar. Mas tudo compensa quando a aula termina. A sensação de endorfina misturada com a de relaxamento é das melhores. Enfim, consegui colocar um pouco de disciplina no caos (e na bagunça da minha vida). Parar de enganar a mim mesma. Ganhar, às vezes, da preguiça. Já é um bom começo... A sensação é bem boa. Começar é sempre o mais difícil. Sair do cômodo, da inércia. Mas sempre vale a pena. Porque aí, quando você se dá conta, já está fazendo exame de faixa. O meu é agora, em dezembro. Faixa amarela. Palavra de preguiçosa.
Com a Gabi no Krav Magá
Escrito por Dani Mel
às 22h34 |
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Ok, a dona da banca resolveu aparecer!!! Realmente estava com muitas saudades. Não se passou um dia sem que eu pensasse que precisava voltar ... Não teve um motivo específico. Teve o início de namoro (não queria expor o meu namorado com as minhas histórias malucas) e não queria me expor, porque ele sempre vem aqui ler o que eu escrevo. Enfim... Teve muito trabalho também. Mas nada que justifique essa tão longa ausência. Também tiveram algumas pessoas especiais que de vez em quando me achavam por aí na internet e cobravam a minha volta de um jeito que realmente me emocionava. Então, aqui estou eu. Não sei nem por onde começar. Queria falar de tantas coisas... Da Tailândia, de Israel, de maquiagem, de trabalho, da falta de trabalho, de amigos, de sonhos... Chega uma fase da vida em que você se estabiliza numa profissão. No meu caso, algumas pessoas nem consideram profissão. Virei locutora. Profissional da voz. Sem saber direito o que faria da vida depois de concluir aos trancos e barrancos a faculdade de propaganda e marketing, acabei me matriculando num curso de radialismo e locução no Senac. Tinha 20 e poucos anos. O curso era intenso e super rigoroso com faltas. Mas quer saber? Aprendi mais em 4 meses de Senac do que em 4 anos de faculdade...Sem pressão e com mais maturidade. Sem matar aula e querer tirar a nota mínima só pra passar de ano. Eu me interessava realmente pelas aulas e conversava com os professores, debatia as matérias. Foi tudo natural. Fora o fato poder conhecer muita gente de um mundo completamente diferente do meu. Conheci pessoas incríveis lá. Tá, aí, acabou o curso, passei nas provas finais, tirei o DRT (registro de locutora). Mas e aí? O que fazer? Lembro que eu gravava fitas cassete com o repertório bem básico que eu tinha gravado no estúdio do Senac e levava de rádio em rádio. Ia à luta. Não conhecia ninguém e saía por aí batendo em todas as portas que apareciam. Descobria o endereço, o nome da pessoa responsável e ia na maior cara de pau pedir uma chance, um teste, uma oportunidade. Ninguém dava. Nenhuma porta abria. Diziam que eu tinha que ter experiência. Mas como é que eu ia ter experiência se ninguém me dava uma chance para começar? Consegui cobrir férias de um locutor na rádio Eldorado. Foi incrível, achei que tudo ia mudar, que finalmente eu ia engrenar na profissão. Engano. Ainda não. O locutor voltou das férias e eu voltei pra estaca zero. Fiquei meio perdida de novo, sem motivação. Justo quando a gente caminha um pouco e acha que dessa vez vai rolar, a coisa desanda. Enquanto isso, minha mãe, como quem não quer nada, todos os dias vinha com um recorte novo de um emprego que ela tinha achado no jornal. Trainee, estagiária, valia tudo. Contanto que fosse das 9 às 6 todos os dias. Pressão velada. Aí, do nada, quando eu menos esperava e já estava cansada de tentar, me liga meu amigo Corte (Ricardo Corte Real) dizendo que estavam lançando uma rádio nova em SP, uma rádio de rock, e perguntou se eu não queria ir lá fazer um teste. Lógico que eu queria. O teste era para ficar uma semana no ar. Eu fiquei 4 anos. E tive a honra de ver nascer a rádio mais legal que já existiu em São Paulo: A Kiss FM, uma rádio que só tocaria os clássicos do rock. O resto é história. Fiz grandes amigos, aprendi muito sobre rock, e conheci pessoas que amavam verdadeiramente o que faziam. Da rádio para a TV foi um pulo. Fui convidada para ir para o canal GNT apresentar um programa, o Armazém 41 . E quem era eu pra recusar? O novo sempre assusta. Mas lá fui eu: Rio de Janeiro toda semana, Globosat, pessoas novas, sem saber quem era quem, e sem estar acostumada com malaquices de pessoas que sempre querem o seu lugar... Mas aí já é outra história... Depois do GNT veio a Rede TV!, depois a Fox TV, a Kiss de novo, o RÁDIO FX, com o Côrte e o Marcelo Nova, a 89FM, a locução para publicidade e o Clube da Voz. E é isso que eu faço hoje: locução para publicidade. E estou no Clube da Voz, o site mais prestigiado de locução no Brasil. Para fazer parte do seleto time de locutores do site é bem difícil. Você precisa ter 24 locuções veiculadas nacionalmente nos últimos 2 anos, e ser aprovado por uma diretoria composta pelos melhores profissionais de voz do Brasil. É uma honra pra mim estar entre essas pessoas. Quem diria que aquela menina perdida que foi fazer um curso no Senac como quem não quer nada, meio que pra ver qual era, ia chegar tão longe??
O post poderia acabar aí, final feliz. Mas não. Porque há um tempo alguma coisa me incomodava e eu não sabia o que era. Quer dizer, a gente sempre sabe, mas fica adiando ter que encarar. Eu faço o que gosto, pago as minhas contas. Mas não faço o que amo, o que alimenta a minha alma. Minha alma está triste. Ela sabe que eu quero mais, que eu preciso de mais. De música, de poesia, de lugares, de pessoas para escrever, interagir, entrevistar. Na locução publicitária você é pago (e na maioria das vezes bem pago), para falar o que te pedem, do jeito que te pedem. E, se você é bom, tem técnica e um bom timbre, você faz isso bem e rápido. Mas faz para os outros. Nunca é para você.
Eu sei que é difícil fazer uma coisa que realmente te realize e não ganhar grana. Vejo um monte de amigos músicos ultra talentosos por aí que tem que trabalhar fazendo outras coisas nada a ver para pagar as contas. Maior desperdício de talento. Criar jingle para os outros. O fato é que a gente se acomoda. Começa a fazer algo e ganhar grana e automaticamente segue por esse caminho, óbvio. Mas de vez em quando, se pergunta: era isso mesmo? Era isso que eu queria pra mim? Tem gente que está ocupada demais pra pensar nisso. Talvez essas pessoas sejam até mais felizes. No meio desse questionamento todo rolando comigo, que já dura um tempo, recebi uma mensagem pelo Facebook, de uma menina que ficou 2 semanas pensando se me escrevia ou não depois de ler este blog inteiro, que realmente me despertou desse estranho adormecimento. Obrigada, Dani. A porta estava encostada, você abriu. E, como tudo que acontece na vida, é quando a gente menos espera. Eu já ensaiava há tempos voltar a escrever, mas essa mensagem me pegou de surpresa. Aí comecei a entender que talvez seja por aí Recomeço meu caminho fazendo uma das coisas que eu mais gosto na vida: escrever. Sejam bem-vindos, de novo!!!
Escrito por Dani Mel
às 18h44 |
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Teve festa do Flávio em agosto do ano passado. Eu não pude ir porque estava em Juquehy, litoral norte de Sp, com meus pais. Esse fim de semana tem festa do Flávio de novo. Ou seja, vai fazer um ano que a palhaçada toda aconteceu. Que eu resolvi acompanhar meus pais num fim de semana que eles tinham um casamento na praia. Nada mais justo do que ir ver o mar. Passar um fim se semana gostoso. Mas choveu, fez tempo feio. Meu namorado é um cara bem tímido, beem na dele, coisa que eu adoro. Mas, quando a gente saiu a primeira vez, ele, que não tinha intimidade pra isso, me ligou do nada e me convidou pra jantar. Viu um desabafo meu no Facebook, dizendo que eu tava de saco cheio de nego querendo tirar casquinha. (“Ou me namora ou vaza”). Aí, me ligou. Sim, éramos colegas de profissão, por isso ele tinha meu telefone. Ainda perguntou na lata se eu namoraria um cara mais velho. Fiquei surpresa, mas respondi que sim, lógico, eu só não namoraria caras babacas. O mínimo que eu poderia fazer seria pagar pra ver e sair com ele. Estamos juntos até hoje. Então Flávio querido, me desculpa, de novo não vou poder ir na sua festa. Meu namorado está trabalhando fora de SP e eu vou passar o fim de semana com ele. Tá? Bjs e divirtam-se.
Escrito por Dani Mel
às 19h11 |
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Quando o cara encana com você (no bom sentido...) Eu sempre quis saber qual o encanto, o que realmente leva um cara a se apaixonar por uma garota. Por que ela? O que o leva a escolhê-la? Vivo perguntando para os meus amigos homens, mas confesso que, pra mim, continua sem explicação. Nada que me convença, nenhuma fórmula.
Escrito por Dani Mel
às 17h11 |
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Não fica mais esperando o gatinho ligar e não cria mais expectativas mirabolantes sobre o que foi apenas um momento bonito... Quando a gente não tem mais 18 anos... Fica mais malaca, mais safa... Meu namorado, como um cara gentil que é, refez uma gravação de locução para uma sirigaita sem cobrar a taxa de refação. Ela fez uma cagada, mandou o texto errado, ele teria de cobrar tudo de novo. Mas quis quebrar um galho, ser gentil. Sabe o que ela fez? Mandou para a casa dele um presente como forma de agradecimento. Uma camisa pólo de uma marca chique. Detalhe, eles não são amigos. Ele diz que só a viu 2 vezes na vida, que nem se lembra da cara dela. “É, mas com certeza, ela lembra bem da sua”, eu disse. O engraçado é que ele não vê malícia no presente, chega a ser até ingênuo, acha que foi uma forma de agradecimento mesmo. Eu acredito nele, confio nele. Mas não nela. Olha, pra mim, agradecer mandando um presente assim pessoal pra casa de um cara que você só viu 2 vezes na vida é xaveco. É pretexto para uma conversa. É isca. É uma puta cara de pau. E eu não tenho mais 18 anos pra ser assim tão inocente e achar que as pessoas dão presentes assim, a troco de nada... Sou mulher e a gente sente cheiro de trama no ar. A gente sabe de todas as artimanhas que eles nem imaginam, nem sonham, que a gente é capaz de fazer. Por isso fiquei bem brava com a situação e com a não percepção dele das segundas intenções dela. E disse o seguinte pra ele: “OK, mande um email, agradeça a camisa e encerre esta história. Agora, se depois que você agradecer, ela mandar outro email continuando esse assunto, você vai saber que eu estava certa...” Porque né? A gente saca. A gente sente no ar... A linha é muito tênue entre boas intenções e sem-vergonhice.
Escrito por Dani Mel
às 03h48 |